Messi ou Ronaldo? Schumacher ou Senna? Serena ou Sharapova? A eterna dificuldade de escolher “O Melhor do Mundo” leva-nos a debates sem que nunca cheguemos a conclusões definitivas.
Com a Carne podemos atrever-nos a idênticas dúvidas? Talvez não seja o caso quando falamos das carnes produzidas (e confeccionadas) na pequena povoação de Jiménez de Jamuz
É em plena província de Castela e Leão que se situa a pequena povoação de Jiménez de Jamuz, lugarejo com menos de 1000 almas, onde o acontecimento mais importante é o crepitar da carne numa chapa quente. Contudo, a catedral da carne que esta terra alberga não é uma desconhecida para o mundo. A “Time”, o “NYT”, a “Life” ou o “The Guardian” já lhe dedicaram longas prosas e sucumbiram aos costeletões dos imponentes bois de José Gordon que são servidos nas cavernas escuras daquela que é hoje mundialmente reconhecida “Bodega El Capricho”.
Terá sido esta excelência que cativou o restaurante Rei dos Leitões em trazer para a sua carta aquela que é por muitos considerada a melhor carne do Mundo, superando a Waigu. E A Lei do Vinho não resistiu a ir tirar teimas.
Levado à chapa, o costoletão chega fumegante à mesa, seguindo-se todo o ritual de corte, com a primeira separação da porção mais grossa da gordura, que é barrada para deixar derreter os sabores. Segue-se o corte por secções e a disposição da carne mal passada na tábua, cabendo ao cliente a tarefa de escolher por onde começar a comer aquela voluptuosa peça que se desfaz na boca num misto de sucos, sabores e gordura. Será esta a melhor carne do Mundo? É uma discussão estéril perante um último olhar para aquele osso despido de carne que nos faz olhar à volta e cogitar se quem nos ladeia nas mesas levaria a mal que pegássemos nele para, selvaticamente, o levarmos à boca até o limparmos por completo como hienas esfomeadas.
A sugestão que fica é visitarem o Rei dos Leitões e retirarem as vossas próprias conclusões.
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