Nascida na Região Vitivinicola de Lisboa, a Quinta do Cerrado da Porta é uma pequena empresa de cariz familiar que imprime aos vinhos todas a potencialidades de uma região caracterizada por encostas até 300 metros de altitude, noites frias e húmidas, estando permanentemente sujeita aos ventos atlânticos que bailam por entre os vinhedos implantados naqueles solos argilo-calcários.

As castas tintas, como a Merlot do vinho que do qual aqui falamos hoje, estão plantadas na zonas mais baixas e com maior exposição solar, mais propensas a um amadurecimento mais equilibrado e precoce, daí nascendo vinhos aromáticos, atlânticos e com uma acidez bem doseada.

Num contexto de ousadia, surge a marca “PERIPÉCIA”, onde o produtor pega em 3 castas francesas de prestígio internacional (Merlot, Pinot Noir e Chardonnay) e, fora do seu território original, cria vinhos desafiadores oriundos de vinhas que sentem a maresia do Atlântico, que dista apenas 18 quilómetros, ali encontrando condições óptimas para se exprimirem.

A Merlot, cujo berço é Bordéus, é aqui encontrada numa vinha situada a 150 metros de altitude, numa encosta virada a Sul, onde encontra uma perfeita exposição solar, protegendo-se dos agrestes ventos de Norte.

O “Peripécia Merlot” é um monovarietal, cujas uvas foram vindimadas em meados do mês de Setembro. A vinificação é feita sem desengace, sujeita a uma curtimento durante 10 dias, em cubas de inox, com controlo de temperatura e remontagens. O estágio é de cerca de 12 meses, dividindo-se em cubas de inox e barricas de carvalho francês de 225 litros.

O resultado é um vinho de cor profunda, granada. No aroma a pedra de toque é a intensidade mais floral, elegância e altivez. A boca confere-lhe suavidade, com boa presença da fruta, ligeiro vegetal e um final de prazer e persistência. Com boa acidez, não descarta a frescura e em momento algum se torna aborrecido.

Uma boa opção para a mesa, onde se sentirá como peixe na água a acompanhar… carnes.

Tem um P.V.P. de, aproximadamente, 9,00 €.